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Chega de Gurus

Chega de Gurus

A cada instante surge o “melhor guru da moda de todos os tempos… do último mês”.

Difícil dizer quando começou. Mas nunca estivemos expostos a tantos gurus oferecendo fórmulas mágicas nos mais diversos assuntos, tanto para a vida pessoal quanto em questões corporativas.

Em âmbito individual, temas que vão da plenitude de vida à espiritualidade coletiva, do autoconhecimento à expansão das potencialidades. Na esfera organizacional, assuntos tangenciam da administração de pessoas à comunicação digital, dos ciclos produtivos à gestão operacional.

Em alguns casos, parte das ferramentas apresentadas pode dar certo. Mas, para a grande maioria, nada de resultados.

Isso acontece porque esses gurus estão tentando entregar respostas sem saber qual é a verdadeira pergunta, partindo da premissa de que todas as pessoas ou empresas são iguais e possuem as mesmas dificuldades. Não se atentam à grande quantidade de variáveis que influenciam o contexto.

As questões principais para qualquer empresa ou indivíduo responder estão nas raízes do seu propósito: para que surgimos, para onde pretendemos seguir e o que entregamos aos nossos clientes. É daí que surgirão os fatores que constroem uma determinada situação.

A decisão embasada em sentido lógico e nexo deve sempre avaliar as informações disponíveis.

  • decisão por intuição: baseada no feeling pessoal, puramente instintiva
  • decisão por repetição: baseada na experiência vivida, no passado
  • decisão por generalização: baseada em tendência percebida, benchmarking
  • decisão por dedução: baseada em análise de informações disponíveis

Cada reflexão e afirmativa precisa fazer sentido, tendo a consciência se está “encontrando nexo” ou se está apenas “criando nexo”, pois enquanto um embasa a tomada de decisão, o outro apenas justifica a decisão tomada.

A dedução não utiliza “bola de cristal”, não faz milagres, não é previsão e também não se vale da varinha do Harry Poter.

É um raciocínio lógico, baseado em premissas válidas, com o interesse de obter uma conclusão. Conforme se aplicam novas variáveis, mais cenários e possibilidades vão surgindo. E, após essa construção de conhecimento, permite-se fluir a imaginação e a criatividade para fazer surgir ideias e novos caminhos.

Antes de se entregar à próxima leitura ou curso do “novo guru”, contextualize, reflita, deduza e se pergunte: é disso mesmo que eu preciso? Afinal, muita informação e conhecimento, sem aplicação, pouco valem.

“O mais importante não é o número de ideias

  agrupadas em sua mente, mas o vínculo que as une”.

  Titu Liviu Maiorescu

 

Artigo de Professor Marcelo Pacheco