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Só o diploma universitário é suficiente?

Só o diploma universitário é suficiente?

Já faz algum tempo que a fórmula “Obtenha um diploma universitário e consiga um emprego” deixou de fazer sucesso.

Atualmente, com o aumento do percentual de brasileiros com diplomas superiores, a preparação para o mercado de trabalho está mais exigente, e a vantagem esperada por quem tem um diploma de graduação não é mais tão larga.

Com o passar dos anos, as empresas se tornaram mais exigentes e não se contentam apenas com o “canudo”, dificultando a oportunidade de primeiro emprego dos milhares de recém-formados. Até mesmo alguns estágios exigem experiência profissional anterior.

Os especialistas afirmam que, para adentrar ao mercado de trabalho, hoje em dia, é necessário ter um diferencial.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho não se contenta mais apenas com um curso de formação profissional e, portanto, deixou de ser uma garantia de emprego.

A ideia de que depois do ensino superior completo nós nos veremos livres dos estudos é utópica.

Pelo contrário, para sociedade atual, conhecida como informacionista, o intelecto é fundamental. Ou seja, para se conseguir um trabalho que nos dê status, o conhecimento é essencial.

A cada dia, mais e mais, tem-se valorizado o conhecimento, deixando um pouco de lado a força bruta. Por isso, a fórmula para uma grande carreira é o conhecimento e uma busca ilimitada por novidades, por especialização, aliada à prática e atitude da pessoa.

Entretanto, a maioria dos empregos no mundo atual encontra-se nas áreas em que não exigem tanta especialização. O telemarketing, por exemplo, é um dos setores que mais crescem no mundo e não requer experiência anterior.

Na Inglaterra, existem mais pessoas empregadas nesse setor hoje do que nas indústrias tradicionais de carvão, aço e automóveis juntas. Contudo, apenas 10% dos empregados desse setor, em todo o mundo, têm o curso superior.

O que as empresas estão buscando?

Hoje em dia, as empresas estão buscando identificar, desde processos de seleção de estagiários ou programas trainee, pessoas que apresentam um perfil de competência que esteja alinhado às necessidades, estilo de gestão e o modelo de negócio da empresa.

Ou seja, investem cada vez mais na aplicação de ferramentas que possam determinar, de forma mais científica e precisa possível, qual o nível de competências ou os comportamentos que este profissional deverá retratar no ambiente de trabalho.

Quando consideramos que competências profissionais podem ser entendidas como a organização e utilização coerente do “CHA” – C de Conhecimento, H de Habilidades e A de Atitudes – constatamos que a maior ênfase sempre foi dada à presença dos Conhecimentos (Formação, Especialização, Cursos, etc.) e às Habilidades (que também poderiam ser treinadas).

Todavia, o grande desafio atual dos profissionais está nas Atitudes, ou seja, no comportamento expresso que o profissional manifesta na condução de seu trabalho. Isto é, está na postura que o mesmo assume diante da responsabilidade, do comprometimento com a “entrega” e com o trabalho em equipe.

Ao passo que as empresas continuam traçando o perfil da função com as informações sobre a formação e nível de conhecimento técnico que o candidato tenha para aquela vaga.

Da mesma forma, procuram avaliar o nível de Habilidades o candidato tem ou se precisa treinar para ter uma performance mais relevante.
E, principalmente, as empresas estão buscando pessoas comprometidas com o trabalho, que queiram agregar valor, bem como ter seus resultados de desenvolvimento pessoal e profissional atendidos pelas empresas onde colaboram.

É preciso se diferenciar dos concorrentes

Para Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, é certo que o ensino superior auxilia o profissional a iniciar sua carreira, mas este acabará encontrando outros candidatos com preparação semelhante, disputando o mesmo espaço nas empresas:

“Será o modo como ele se destaca dentre os demais candidatos que poderá garantir a vaga. Além de investir numa atualização profissional contínua, o candidato deve ter atitude positiva e força de vontade. Em resumo, é preciso ter brilho nos olhos. Isso encanta os selecionadores, sobretudo em processos que envolvem candidatos que acabam de chegar ao mercado de trabalho.”
Portanto, separamos uma lista de dicas de como se destacar em uma entrevista de emprego:

 

1- Saiba se relacionar

A capacidade de criar boas relações pode até mesmo colocar em posição de vantagem um candidato com menos experiência e outros conhecimentos formais durante o processo de seleção.
Por isso, dialogar, fazer contato visual, dizer frases completas, ouvir outros pontos de vista, certificar-se de que entendeu o que foi dito pelo interlocutor, reconhecer a própria responsabilidade e ter espírito de cooperação são expressões dessa habilidade, que enche os olhos de quem selecionará o candidato.

 

2 – Domine a comunicação oral

É importante se desapegar da comunicação digital e não negligenciar a forma tradicional as quais as empresas estão acostumadas, já que 41% dos empreendedores afirmam que jovens que estão à procura de um emprego apresentam grandes deficiências na comunicação oral. Neste caso, nosso curso de Habilidades de Comunicação para Líderes, instruído pela professora Monica Campiteli, pode ser o que lhe faltava.

 

3 – Solucione problemas

De acordo com 46% dos empregadores, os recém-formados têm baixa capacidade de resolução de problemas.

E quando os pesquisadores do Council for Aid to Education (ou CAE, uma organização nova-iorquina sem fins lucrativos) testaram as habilidades de resolução de problemas e pensamento crítico dos norte-americanos prestes a formarem em mais de 150 universidades, acabaram descobrindo que pelo menos 40% deles têm dificuldades nessa área.

Por isso, para ser cobiçado pelas empresas, é hora de começar a afiar sua habilidade estratégica de decisão!

Cursos livres permitem especialização a aprendizado na prática

O curso livre é, por sua vez, uma capacitação bastante versátil, ao focar em práticas utilizadas no dia a dia do trabalho.

Anteriormente, quando era feito por intermédio de cartas e, atualmente, com os avançados recursos da internet, o curso livre é uma importante modalidade de profissionalização de indivíduos, de praticamente qualquer idade.

Por não requisitar uma formação prévia, esse tipo de treinamento democratiza o acesso ao ensino, principalmente, para quem realmente tem vontade de aprender e não mede esforços para crescer na carreira.

Logo, nesse contexto crescente de necessidade por treinamentos, o curso livre representa uma excelente opção de educação não formal profissionalizante.

Por ter duração variável, geralmente de curta carga horária, esse tipo de qualificação permite que o indivíduo se atualize de forma rápida, sem deixar de lado a qualidade do conhecimento.

Além disso, com o auxílio de recursos modernos, como as tecnologias usadas na educação à distância, o profissional pode estudar de casa e se manter constantemente capacitado para enfrentar os desafios práticos do trabalho.